Uma viagem internacional custeada com recursos do Fundo Estadual de Saúde de Alagoas está no centro de questionamentos sobre o uso de dinheiro público durante a gestão do governador Paulo Dantas (MDB).

Segundo informações divulgadas nesta terça-feira (8), a coordenadora do Centro Estadual de Oncologia de Alagoas, Rafaella Britto Toledo, recebeu R$ 15.866,83 em passagens aéreas para uma viagem aos Estados Unidos em dezembro de 2024. Ela é prima da primeira-dama de Alagoas, Júlia Britto.

De acordo com os documentos citados na publicação, a viagem ocorreu entre os dias 14 e 20 de dezembro, período que teria coincidido com as férias da família de Paulo Dantas em Orlando, onde foram registrados momentos nos parques da Disney e da Universal.

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A justificativa oficial para o deslocamento incluía a participação em atividades relacionadas à área de oncologia. Entre elas estavam um estudo científico sobre câncer de mama em San Antonio e uma visita técnica ao Moffitt Cancer Center, em Orlando. A ordem bancária identificada como 2024NE11506 registra o pagamento de R$ 15.866,83 referente às passagens.

O levantamento também aponta que, no mesmo mês, Rafaella recebeu outros R$ 19.850 vinculados aos programas “Emergência de Oncologia” e “Saúde até Você”, conforme informações atribuídas ao Portal da Transparência de Alagoas.

A principal controvérsia está no intervalo entre os compromissos oficiais. Conforme a publicação, o simpósio em San Antonio terminou em 13 de dezembro, enquanto a visita ao hospital em Orlando ocorreu somente no dia 21, deixando um período intermediário coincidente com a estadia da família do governador nos Estados Unidos.

A situação levantou questionamentos sobre os princípios da impessoalidade e moralidade na administração pública, especialmente em razão do vínculo familiar entre a servidora e a primeira-dama.

A publicação também destaca que Paulo Dantas aparece em registros da viagem ao lado de familiares de sua esposa. Em uma das postagens, o governador teria comentado “Que bênção!” diante de uma fotografia feita no complexo da Disney.

O caso reacende o debate sobre a utilização de recursos públicos em viagens internacionais e sobre a necessidade de que despesas dessa natureza estejam diretamente vinculadas ao interesse público.

FONTE/CRÉDITOS: Francês News