Luiz Inácio Lula da Silva (PT) venceu Flávio Bolsonaro (PL) no segundo turno das eleições presidenciais deste domingo (25) e garantiu seu quarto mandato como presidente da República. O resultado representa uma virada inédita na história eleitoral brasileira, já que Lula havia terminado o primeiro turno atrás do adversário.

Com a vitória, o petista se torna o primeiro presidente do Brasil a conquistar quatro mandatos por meio do voto direto. Lula já havia sido eleito em 2002, 2006 e 2022. O novo mandato está previsto para começar em janeiro de 2027 e se estender até 2030.

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Virada histórica no segundo turno

No primeiro turno, realizado em 4 de outubro, Flávio Bolsonaro obteve 47,03% dos votos válidos, enquanto Lula alcançou 45,16%. A diferença inicial foi revertida na votação decisiva, após uma disputa marcada pela polarização política e pela mobilização das duas campanhas.

A virada também estabelece um precedente na história recente do país: desde a redemocratização, nenhum candidato à Presidência que havia terminado o primeiro turno na segunda colocação tinha conseguido vencer o segundo.

Campanha marcada pela polarização

A disputa entre Lula e Flávio Bolsonaro mobilizou eleitores em todo o país e colocou frente a frente dois projetos políticos distintos. Durante a campanha, temas como economia, programas sociais, segurança pública e o legado dos governos anteriores estiveram entre os principais pontos de confronto.

Após ficar atrás no primeiro turno, a campanha de Lula reorganizou sua estratégia para ampliar o apoio eleitoral e reduzir a vantagem do adversário. A mobilização de apoiadores nas ruas e nas redes sociais também ganhou força na reta final da disputa.

O que esperar do quarto mandato

A partir de janeiro de 2027, Lula terá o desafio de conduzir o país por mais quatro anos em um cenário de forte polarização política. A articulação com o Congresso Nacional, a situação fiscal, o crescimento econômico e a execução de políticas públicas estarão entre os temas centrais do novo governo.

A vitória confirma a continuidade do projeto político do PT na Presidência e encerra uma das disputas eleitorais mais acirradas da história recente brasileira.

FONTE/CRÉDITOS: G1 / CNN Brasil / UOL