As despesas com viagens a serviço de apenas seis integrantes da atual gestão do Instituto Federal de Alagoas (Ifal) ultrapassaram R$ 335,4 mil nos primeiros seis meses de 2026. O levantamento considera os gastos do reitor e de cinco pró-reitores da instituição.

De acordo com os dados divulgados pelo Portal da Transparência do Governo Federal, os seis gestores consumiram, juntos, R$ 335.441,01 em viagens, o que representa uma média de aproximadamente R$ 55,9 mil por integrante.

O maior volume de despesas foi atribuído ao reitor Carlos Guedes de Lacerda, que acumulou R$ 161.390,75, cerca de 48% do total registrado para o grupo. Os cinco pró-reitores, somados, representaram aproximadamente R$ 174 mil.

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Os gastos chamam atenção diante das demandas da instituição por investimentos em infraestrutura e melhorias nas condições de trabalho e aprendizagem. O levantamento também aponta que o valor total pode ser ainda maior devido à existência de registro cujo montante não foi identificado no portal.

A realização de viagens para reuniões, eventos, representação institucional e articulações junto ao Ministério da Educação faz parte das atribuições da gestão. No entanto, especialistas citados na reportagem destacam que a realização dessas despesas deve observar critérios como necessidade, economicidade, razoabilidade, eficiência e interesse público.

O levantamento não afirma, por si só, que houve irregularidade nos gastos. A análise sobre a adequação das despesas depende da verificação individual de cada viagem, sua finalidade e os respectivos resultados para a instituição.

FONTE/CRÉDITOS: Extra Alagoas