Uma urna eletrônica precisou ser substituída na manhã deste domingo (4), durante o primeiro turno das Eleições 2026, após a tecla de número “3” apresentar um travamento em uma seção eleitoral de Candelária, no Vale do Rio Pardo, no Rio Grande do Sul.

O problema foi identificado por volta das 8h30, na seção 33 da Escola Estadual de Ensino Fundamental Eveline da Fonseca, localizada na comunidade de Pinheiro, no interior do município. Segundo a Justiça Eleitoral, havia suspeita de que a tecla tivesse sido danificada com o uso de cola, fazendo com que ela não respondesse aos comandos.

Com o defeito, os eleitores não conseguiam utilizar normalmente a tecla durante a votação. Uma equipe do Cartório Eleitoral e o juiz eleitoral do município, Celso Roberto Mernak Fialho Fagundes, foram até o local para verificar a situação.

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A urna com problema foi retirada e substituída por um equipamento de contingência. Durante o procedimento, a votação ficou temporariamente paralisada, mas foi retomada pouco depois. Cerca de 550 eleitores estão aptos a votar naquela seção.

VOTOS NÃO FORAM PERDIDOS

A Justiça Eleitoral informou que os votos registrados antes da substituição não serão perdidos. Os dados permanecem preservados no equipamento e seguem os procedimentos previstos para a contabilização dos votos.

Apesar da suspeita inicial de que cola tenha sido utilizada para travar a tecla, a Justiça Eleitoral informou que o caso será investigado para esclarecer exatamente como o equipamento foi danificado e se houve uma interferência intencional.

A Brigada Militar não precisou ser acionada para a ocorrência, segundo informações divulgadas pelas autoridades.

O episódio ocorre em meio a outras substituições de urnas registradas durante a votação em todo o país. Segundo balanço divulgado durante a manhã, 421 urnas haviam sido substituídas no Brasil, número equivalente a aproximadamente 0,07% dos equipamentos disponibilizados para o primeiro turno.

Até o momento, não há confirmação sobre quem teria provocado o dano na tecla ou sobre eventual responsabilização. A investigação deverá esclarecer as circunstâncias do ocorrido.

FONTE/CRÉDITOS: GZH / Justiça Eleitoral