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A Maternidade Escola Santa Mônica, em Maceió, voltou ao centro das discussões sobre a saúde pública em Alagoas após médicos denunciarem uma série de problemas que, segundo eles, comprometem o atendimento prestado à população. As queixas foram divulgadas pelo Sindicato dos Médicos de Alagoas (Sinmed-AL), que solicita medidas urgentes por parte do Governo do Estado e da Secretaria de Estado da Saúde (Sesau).
Referência no atendimento de gestantes de alto risco e de recém-nascidos, a unidade é administrada pela Sesau em parceria com a Universidade Estadual de Ciências da Saúde de Alagoas (Uncisal) e recebe pacientes de diversas cidades alagoanas.
De acordo com o sindicato, os profissionais enfrentam dificuldades diárias provocadas pela escassez de insumos considerados essenciais para a assistência médica, além de problemas estruturais e do desgaste das equipes que atuam na maternidade.
Nos relatos reunidos pela entidade, médicos afirmam que a realidade vivida atualmente ultrapassa os desafios comuns da profissão e reflete um cenário de fragilidade na rede pública de saúde. Segundo os depoimentos, a ausência de materiais básicos dificulta a prestação de um atendimento seguro às gestantes e aos bebês.
Os profissionais também destacam que a unidade permanece em funcionamento graças ao empenho dos servidores, que convivem com jornadas intensas e buscam manter a assistência mesmo diante das limitações enfrentadas no dia a dia.
Ainda conforme os relatos, o sentimento entre parte da equipe é de abandono por parte do poder público, diante da falta de investimentos e de melhorias nas condições de trabalho.
Para o Sinmed-AL, a situação da Maternidade Santa Mônica exige uma resposta imediata das autoridades estaduais. A presidente da entidade, Sílvia Melo, afirmou que hospitais responsáveis pelo atendimento de gestantes de alto risco não podem depender exclusivamente do esforço dos profissionais para manter os serviços funcionando.
Segundo ela, é necessário garantir o abastecimento de insumos, melhorar a estrutura da unidade e oferecer condições adequadas para que as equipes possam desenvolver suas atividades com segurança.
O sindicato informou que continuará acompanhando a situação e cobrando providências da Secretaria de Estado da Saúde e da direção da maternidade.
Até o momento, a Secretaria de Estado da Saúde (Sesau) não havia se manifestado sobre as denúncias divulgadas pelo Sindicato dos Médicos de Alagoas.
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Portal João Lucas
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