Considerado uma referência da música brasileira, o artista construiu uma carreira de aproximadamente seis décadas, marcada pelo virtuosismo na sanfona e pela mistura do forró com outros estilos musicais. A causa da morte não foi divulgada

Nascido em 5 de junho de 1954, em Duque de Caxias, no Rio de Janeiro, Oswaldinho, cujo nome de batismo era Oswaldo de Almeida e Silva, cresceu em uma família ligada à música. Ele era filho do sanfoneiro Pedro Sertanejo, artista baiano que teve influência importante em sua formação musical.

O contato com a sanfona começou ainda na infância. Aos 9 anos, Oswaldinho participou de uma gravação em disco do pai. Aos 12, lançou seu primeiro compacto, iniciando uma trajetória profissional que o levaria a se tornar um dos instrumentistas mais reconhecidos de sua geração. 

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Artista inovou ao misturar ritmos
Embora tenha o forró como uma de suas principais referências, Oswaldinho ficou conhecido por explorar diferentes possibilidades sonoras da sanfona. Ao longo da carreira, incorporou elementos do jazz, rock, blues e da música erudita, ampliando as fronteiras tradicionais do instrumento.

Entre seus trabalhos estão álbuns como Fantástico Oswaldo Silva (1973), Só Quero um Xodó (1974), Forró Pop (1977) e Forró in Concert (1981), este último importante para ampliar sua projeção internacional.

O músico também participou de festivais no Brasil e no exterior, incluindo o Rock in Rio, além de apresentações em eventos internacionais ligados ao jazz. 
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Parcerias com grandes nomes da música brasileira
Durante sua trajetória, Oswaldinho colaborou com artistas de diferentes gerações e estilos, entre eles Rita Lee, Milton Nascimento, Elba Ramalho, Ney Matogrosso e Tom Zé.

Em 2004, também se reuniu a Dominguinhos e Sivuca no álbum Cada um Belisca um Pouco, encontro que aproximou três importantes nomes da sanfona brasileira.

Sua capacidade técnica e disposição para experimentar novas sonoridades fizeram dele uma referência tanto para admiradores do forró tradicional quanto para músicos interessados em explorar os limites do acordeon. 

Artistas lamentam a morte
A notícia da morte provocou manifestações de pesar nas redes sociais. O cantor e compositor Chico César homenageou o sanfoneiro, destacando que sua música continuará presente na memória do público.

Zeca Baleiro também lamentou a perda e destacou o talento do instrumentista. A cantora Elba Ramalho publicou uma mensagem de despedida, enquanto o guitarrista Nelson Faria ressaltou a importância de Oswaldinho para a música brasileira. 

Legado para a música brasileira
A morte de Oswaldinho do Acordeon representa a perda de um músico que dedicou décadas à valorização e à renovação da sanfona. Sua obra aproximou a tradição nordestina de diferentes linguagens musicais, demonstrando a versatilidade do instrumento em gêneros que vão muito além do forró.

Até a divulgação das primeiras informações sobre o falecimento, a causa da morte e os detalhes sobre velório e sepultamento não haviam sido informados publicamente.

FONTE/CRÉDITOS: O Globo