Além dos relatos sobre o atendimento durante os oito dias de internação, os pais de João, de 2 anos, também denunciaram o que afirmam ter sido uma longa espera pela liberação do corpo da criança após a morte no Hospital Regional de Penedo.

Em entrevista, o pai relata que a família teria aguardado das 11h da manhã até aproximadamente 17h pela liberação do corpo.

“Foi um descaso até na hora de liberar o corpo”, afirmou.

Publicidade
Publicidade

Leia Também:

Segundo o relato, familiares teriam procurado repetidamente a equipe em busca de informações sobre a liberação do óbito. Em determinado momento, uma enfermeira teria pedido calma ao pai e explicado que havia apenas um médico responsável pela assinatura necessária.

A família afirma ainda que um parente chegou a gravar um vídeo no local e ameaçou encaminhar as imagens ao Portal João Lucas, diante da demora.

O pai descreveu a situação com emoção:

“Meu filho já estava duro, meu filho já estava durinho”, relatou.

Ainda segundo a família, o corpo teria permanecido aguardando por horas até que a documentação necessária fosse assinada e a liberação fosse realizada.

A denúncia ocorre após os pais já terem relatado demora na realização de exames, dificuldades para a realização de procedimentos, agravamento do quadro clínico e problemas de estrutura durante a internação da criança.

O caso levanta novos questionamentos da família sobre o atendimento prestado desde a chegada de João ao hospital até os momentos posteriores à sua morte.

As declarações apresentadas nesta matéria representam exclusivamente o relato dos pais e familiares. O Portal João Lucas permanece à disposição do Hospital Regional de Penedo e da Secretaria de Estado da Saúde para eventuais esclarecimentos sobre os procedimentos adotados durante a internação e após o falecimento da criança.

FONTE/CRÉDITOS: Entrevista concedida pelos pais ao Portal João Lucas.