O corpo de Gleice de Assis Ferreira, de 22 anos, foi localizado na tarde desta quarta-feira (7), em uma área de mata no bairro Benedito Bentes, na parte alta de Maceió. A jovem estava desaparecida desde o dia 30 de setembro, quando teria sido retirada à força de sua residência por homens encapuzados e armados.

Segundo a Polícia Civil, o cadáver foi encontrado em uma área particular, nas proximidades de um lixão e do antigo EcoPark. O corpo estava em avançado estado de decomposição e apresentava um ferimento provocado por disparo de arma de fogo na região da cabeça.

A suspeita de que o corpo seria de Gleice surgiu a partir das roupas encontradas e de uma tatuagem localizada no braço. O pai da jovem esteve no local e reconheceu as vestimentas e a tatuagem. A confirmação oficial da identidade, porém, depende dos exames realizados pelo Instituto Médico Legal (IML).

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Jovem foi retirada de casa

As investigações apontam que pelo menos quatro homens encapuzados e armados invadiram a residência onde Gleice estava, no Conjunto Parque dos Caetés, no Benedito Bentes.

De acordo com os depoimentos reunidos pela Polícia Civil, a jovem teria sido agredida e retirada desacordada do imóvel. A ação teria ocorrido na presença de familiares. O caso inicialmente era tratado como desaparecimento e possível sequestro, mas passou a ser investigado como homicídio qualificado e ocultação de cadáver após a localização do corpo.

Ex-companheiro está preso

O ex-companheiro de Gleice foi preso pela Polícia Civil na terça-feira (6) e é investigado por possível participação no crime. Ele nega envolvimento, mas, segundo os investigadores, teria apresentado contradições durante os depoimentos.

A Polícia Civil também afirma que o homem teria ligação com uma organização criminosa que atua na região e exerceria uma função de “disciplina” dentro do grupo. Ele também é apontado como alguém que teria participado de ameaças contra Gleice antes do desaparecimento.

A investigação ainda busca esclarecer se o suspeito teria atuado como executor ou mandante e qual teria sido a participação dos demais envolvidos.

Crime pode ter relação com morte do irmão

Outra linha investigativa apura uma possível ligação entre a morte de Gleice e o assassinato de seu irmão, ocorrido no ano passado.

Segundo a Polícia Civil, o irmão da jovem teria sido ameaçado por integrantes de uma facção e orientado a deixar a região onde morava. Após sua morte, Gleice também teria recebido ordens para deixar a localidade.

Ela chegou a mudar de endereço, mas continuou morando nas proximidades. Conforme a investigação, a permanência da jovem na região pode ter sido interpretada pelo grupo criminoso como um desafio. Até o momento, a polícia afirma não haver indicação de que Gleice tivesse envolvimento com o tráfico de drogas.

Investigação continua

Com a localização do corpo, a Polícia Civil trabalha para identificar os demais envolvidos e esclarecer toda a dinâmica do crime.

Os investigadores ainda apuram onde Gleice foi assassinada, quem efetuou o disparo e qual foi a participação de cada suspeito. A perícia do IML também será fundamental para confirmar oficialmente a identidade da vítima e reunir informações sobre as circunstâncias da morte.

Gleice completaria 23 anos justamente nesta quarta-feira (7), data em que seu corpo foi localizado. Ela trabalhava em um restaurante e era mãe.

FONTE/CRÉDITOS: Alagoas 24 Horas